{"id":461,"date":"2013-04-20T19:19:41","date_gmt":"2013-04-20T22:19:41","guid":{"rendered":"https:\/\/novocrb1.ultramidia.com.br\/tribunal-considera-que-falar-ao-celular-dirigindo-e-indicio-de-crime-doloso\/"},"modified":"2013-04-20T19:19:41","modified_gmt":"2013-04-20T22:19:41","slug":"tribunal-considera-que-falar-ao-celular-dirigindo-e-indicio-de-crime-doloso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crb1.org.br\/site\/2013\/04\/tribunal-considera-que-falar-ao-celular-dirigindo-e-indicio-de-crime-doloso\/","title":{"rendered":"Tribunal considera que falar ao celular dirigindo \u00e9 ind\u00edcio de crime doloso"},"content":{"rendered":"<p>Fonte:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.editoramagister.com\/noticia_24092615_TRIBUNAL_CONSIDERA_QUE_FALAR_AO_CELULAR_DIRIGINDO_E_INDICIO_DE_CRIME_DOLOSO.aspx\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Lex Magister<\/a><\/p>\n<p>A 3.\u00aa Turma do TRF da 1.\u00aa Regi\u00e3o negou provimento a recurso que pretendia desclassificar conduta do apelante de &#8220;homic\u00eddio doloso&#8221; para &#8220;homic\u00eddio culposo&#8221;, ou seja, sem inten\u00e7\u00e3o de produzir o resultado.<\/p>\n<p>Com a decis\u00e3o da Turma, o caso vai ser analisado pelo j\u00fari popular, que julga crimes dolosos contra a vida e infra\u00e7\u00f5es conexas, conforme o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.editoramagister.com\/doc_82188_CONSTITUICAO_DA_REPUBLICA_FEDERATIVA_DO_BRASIL_DE_1988.aspx#5\">art. 5\u00ba da Constitui\u00e7\u00e3o Federal<\/a>.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O caso aconteceu em Ananindeua, no Par\u00e1, onde um carro atingiu e matou policial federal que estava a servi\u00e7o.<\/p>\n<p>Segundo os autos, o recorrente estava dirigindo \u00e0 noite, em uma estrada federal, falando ao telefone celular. Al\u00e9m disso, h\u00e1 prova testemunhal de que estava sob efeito de \u00e1lcool e maconha. Ao se aproximar do Posto da Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal, o r\u00e9u ultrapassou os carros que estavam \u00e0 sua frente, avan\u00e7ou sobre tr\u00eas dos trinta cones de sinaliza\u00e7\u00e3o e atingiu a policial, matando-a. O delito foi classificado, na 1.\u00aa inst\u00e2ncia, como homic\u00eddio doloso &#8211; intencional.<\/p>\n<p>Ao recorrer ao TRF, o r\u00e9u pediu a desclassifica\u00e7\u00e3o do delito, alegando que &#8220;o fato de ter atropelado e matado a policial n\u00e3o tem o cond\u00e3o de autorizar a conclus\u00e3o de se tratar de crime doloso&#8221;. Alegou que estava apenas desatento e dirigindo dentro da velocidade permitida no local &#8211; 60 km por hora. Disse ainda que n\u00e3o havia altera\u00e7\u00e3o em seu estado ps\u00edquico e que o exame toxicol\u00f3gico n\u00e3o fora realizado por falta de m\u00e9dicos.<\/p>\n<p>Ao analisar o recurso que chegou ao TRF da 1.\u00aa Regi\u00e3o, o relator, juiz Tourinho Neto, considerou prematura a desclassifica\u00e7\u00e3o do crime imputado ao acusado, &#8220;no sentido de retirar do Ju\u00edzo natural da causa, o Tribunal do J\u00fari, a prerrogativa de exame da presente situa\u00e7\u00e3o. A decis\u00e3o de pron\u00fancia est\u00e1 bem fundamentada, dentro do exigido pela lei processual penal&#8221;, esclareceu.<\/p>\n<p>O relator disse que em rela\u00e7\u00e3o ao dolo ou culpa, &#8220;as provas produzidas at\u00e9 o momento sugerem que o r\u00e9u assumiu o risco de produzir o resultado morte&#8221;. Para o juiz, al\u00e9m do fato de ter sido encontrada maconha no interior do carro, o acusado estava falando ao telefone no momento do acidente, o que &#8220;demonstra o risco assumido de produzir resultado&#8221;.<\/p>\n<p>Sobre o fato de o acusado estar dentro da velocidade permitida na rodovia, o relator observou que &#8220;a prop\u00f3sito, velocidade condizente n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 aquela que n\u00e3o ultrapassa o limite regularmente estabelecido para a via, mas, tamb\u00e9m, a que observa as circunst\u00e2ncias do caso concreto. Na hip\u00f3tese, havia uma barreira policial indicando a necessidade de se transitar pela rodovia n\u00e3o imprimindo a velocidade m\u00e1xima permitida&#8221;.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o do relator foi acompanhada pela 3.\u00aa Turma.<\/p>\n<p>Proc. n\u00ba 00005875020074013900<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte:\u00a0Lex Magister A 3.\u00aa Turma do TRF da 1.\u00aa Regi\u00e3o negou provimento a recurso que pretendia desclassificar conduta do apelante de &#8220;homic\u00eddio doloso&#8221; para &#8220;homic\u00eddio culposo&#8221;, ou seja, sem inten\u00e7\u00e3o de produzir o resultado. 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