{"id":481,"date":"2013-04-20T20:29:01","date_gmt":"2013-04-20T23:29:01","guid":{"rendered":"https:\/\/novocrb1.ultramidia.com.br\/revista-epoca-livros-digitais-ajudam-a-revigorar-bibliotecas-publicas\/"},"modified":"2013-04-20T20:29:01","modified_gmt":"2013-04-20T23:29:01","slug":"revista-epoca-livros-digitais-ajudam-a-revigorar-bibliotecas-publicas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crb1.org.br\/site\/2013\/04\/revista-epoca-livros-digitais-ajudam-a-revigorar-bibliotecas-publicas\/","title":{"rendered":"Revista \u00c9poca: Livros digitais ajudam a revigorar bibliotecas p\u00fablicas"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"line-height: 1.3em;\">Por: Amanda Polato &#8211; Revista \u00c9poca de 18\/03\/2013<\/span><\/p>\n<h2>Iniciativas s\u00e3o fortes em pa\u00edses como Estados Unidos e Reino Unido. Por aqui, ainda estamos longe da digitaliza\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Logo ao entrar na Biblioteca P\u00fablica de Nova York, em\u00a0<a href=\"http:\/\/revistaepoca.globo.com\/palavrachave\/nova-york\/\">Nova York<\/a>, os leitores encontram a frase: \u201cA biblioteca \u00e9 esperan\u00e7a, \u00e9 conhecimento, e \u00e9 poder\u201d. Depois da recep\u00e7\u00e3o, podem andar pelos corredores ou ir logo ao cat\u00e1logo procurar o que lhes interessa. Com o n\u00famero da carteirinha de s\u00f3cio, podem retirar at\u00e9 12 t\u00edtulos de uma vez, a qualquer hora dia, sete dias por semana. E, ent\u00e3o, decidir se v\u00e3o ler a obra no smartphone, e-reader,\u00a0<a href=\"http:\/\/revistaepoca.globo.com\/palavrachave\/tablet\/\">tablet<\/a>\u00a0ou no computador, al\u00e9m de escolher o tamanho da letra e fazer grifos usando apenas o dedo. \u00c9 assim o caminho feito pelos usu\u00e1rios do<a href=\"http:\/\/www.nypl.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">acervo digital<\/a>\u00a0da institui\u00e7\u00e3o, acessado de qualquer dispositivo digital, pela\u00a0<a href=\"http:\/\/revistaepoca.globo.com\/palavrachave\/internet\/\">internet<\/a>. Os leitores n\u00e3o precisam mais ir fisicamente \u00e0 entidade para pegar livros emprestados. Mas a biblioteca centen\u00e1ria v\u00ea sua for\u00e7a revigorada com a populariza\u00e7\u00e3o dos e-books. Aumentou o n\u00famero de visitantes f\u00edsicos aos seus pr\u00e9dios depois que foram abertas as portas \u00e0s estantes virtuais da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/revistaepoca.globo.com\/\/vida\/noticia\/2013\/03\/escolas-particulares-adotam-os-livros-digitais.html\">&gt;&gt; O livro digital chega \u00e0 escola.\u00a0Quais s\u00e3o as vantagens para professor e aluno?\u00a0<\/a><\/p>\n<p>Com seus 34 mil t\u00edtulos (quase 95 mil exemplares), o acervo digital ainda \u00e9 muito pequeno comparado com a cole\u00e7\u00e3o em papel da Biblioteca P\u00fablica de Nova York, que tem quase 6 milh\u00f5es de exemplares para empr\u00e9stimo. Mas a demanda pelos livros digitais cresce rapidamente. \u201cNos \u00faltimos cinco anos, a oferta cresceu oito vezes. Todos os dias, h\u00e1 mais pessoas adotando a leitura eletr\u00f4nica como um estilo de vida e indo \u00e0 biblioteca em busca desse novo formato. S\u00e3o os leitores que pedem a amplia\u00e7\u00e3o do acervo digital\u201d, diz Christopher Platt, diretor de cole\u00e7\u00f5es e opera\u00e7\u00f5es de circula\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Usu\u00e1rios de todas as idades t\u00eam interesse por esses livros, e eles s\u00e3o especialmente atraentes para os idosos, por permitirem ajustes no tamanho do texto. A equipe da biblioteca oferece at\u00e9 cursos presenciais para ensinar a usar o e-reader e instalar o software de empr\u00e9stimos.<\/p>\n<div id=\"2435894\">\n<div><span style=\"line-height: 1.3em;\">Assim como mais de 22 mil bibliotecas em diversas partes do mundo, tanto p\u00fablicas quanto de escolas e universidades, a de Nova York usa um sistema chamado OverDrive, que armazena e-books em uma nuvem e oferece empr\u00e9stimos por tempo limitado, vari\u00e1vel conforme o t\u00edtulo. Muitos deles t\u00eam filas de espera. Por isso, nenhum pode ser renovado, mas pode ser \u201cretirado\u201d novamente se n\u00e3o houver reserva.<\/span><\/div>\n<\/p><\/div>\n<p>O modelo atrai o interesse at\u00e9 de quem vive longe dos\u00a0<a href=\"http:\/\/revistaepoca.globo.com\/palavrachave\/estados-unidos\/\">Estados Unidos<\/a>\u00a0ou do\u00a0<a href=\"http:\/\/revistaepoca.globo.com\/palavrachave\/reino-unido\/\">Reino Unido<\/a>, dois pa\u00edses com grande quantidade de acervos digitais, e surge a pergunta: por que liberar o acesso apenas aos moradores de uma determinada cidade ou bairro? Por que n\u00e3o permitir, por exemplo, que um brasileiro possa emprestar um e-book no Texas? As institui\u00e7\u00f5es dizem que o impedimento \u00e9 econ\u00f4mico, j\u00e1 que s\u00e3o os impostos locais que ajudam a sustentar as iniciativas.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/revistaepoca.globo.com\/\/vida\/noticia\/2013\/03\/principais-opcoes-de-e-reader-no-mercado.html\">&gt;&gt; As principais op\u00e7\u00f5es de e-reader no mercado\u00a0<\/a><\/p>\n<p>Mas h\u00e1 iniciativas que visam a universalizar o acesso ao conhecimento \u2013 uma das caracter\u00edsticas da era da internet. Em 1996, o ativista Brewster Kahle criou o chamado\u00a0<a href=\"http:\/\/archive.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Internet Archive<\/a>, um dos primeiros arquivos digitais gratuitos na web. Em sua descri\u00e7\u00e3o, o site deixa clara a posi\u00e7\u00e3o sobre o tema: \u201cAs bibliotecas existem para preservar os artefatos culturais da sociedade e oferecer acesso a eles. Se as bibliotecas v\u00e3o continuar a promover a educa\u00e7\u00e3o nesta era da tecnologia digital, \u00e9 essencial que elas estendam essas fun\u00e7\u00f5es para o mundo digital\u201d. Outra iniciativa, mais recente, \u00e9 a da\u00a0<a href=\"http:\/\/dp.la\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Biblioteca P\u00fablica Digital Americana<\/a>, que deve ser inaugurada em abril, conforme mencionado na reportagem de \u00c9POCA\u00a0<em>A prova do livro digital<\/em>. O site oferecer\u00e1, gratuitamente, o acervo em dom\u00ednio p\u00fablico de diversas bibliotecas acad\u00eamicas dos Estados Unidos, sob a coordena\u00e7\u00e3o de um departamento da Universidade de Harvard.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do desafio de ampliar o acesso a e-books, as bibliotecas digitais sofrem para aumentar a quantidade de t\u00edtulos e exemplares. Algumas editoras elevam os pre\u00e7os e limitam o n\u00famero de vezes ou o per\u00edodo de tempo que cada um pode ser emprestado, porque ele n\u00e3o se deteriora com o tempo, como ocorre com o papel. Os contratos, ent\u00e3o, obrigam bibliotecas a adquirir novas licen\u00e7as com o passar do tempo.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/revistaepoca.globo.com\/\/vida\/noticia\/2013\/03\/obras-de-autores-consagrados-sao-sucesso-no-formato-digital.html\">&gt;&gt; Obras de autores consagrados s\u00e3o sucesso no formato digital\u00a0<\/a><\/p>\n<p>Nem todas as editoras permitem empr\u00e9stimos do novo formato. Acabam vendendo os t\u00edtulos apenas para livrarias. No entanto, o diretor de marketing da OverDrive, David Burleigh, afirma que h\u00e1 sinais de mudan\u00e7a. H\u00e1 poucas semanas, uma das maiores editoras americanas, a Macmillan, aceitou liberar e-books para bibliotecas. \u201cCom certeza isso ajuda a popularizar o formato e aos poucos as editoras v\u00e3o percebendo as vantagens da estrat\u00e9gia\u201d, diz Burleigh.<\/p>\n<p>Enquanto outros pa\u00edses discutem amplia\u00e7\u00e3o de acervos e do acesso, no\u00a0<a href=\"http:\/\/revistaepoca.globo.com\/palavrachave\/brasil\/\">Brasil<\/a>\u00a0mal h\u00e1 planos de investimentos na \u00e1rea digital e as bibliotecas lutam para manuten\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os f\u00edsicos. \u201cO cen\u00e1rio realmente n\u00e3o \u00e9 estimulante. Ainda faltam materiais impressos\u201d, afirma Dulce Baptista, coordenadora do curso de Biblioteconomia da Universidade de Bras\u00edlia. Mas ela \u00e9 otimista e avalia que nos pr\u00f3ximos anos o pa\u00eds ter\u00e1 pol\u00edticas p\u00fablicas na \u00e1rea que invistam em novas tecnologias. \u201cA demanda da popula\u00e7\u00e3o far\u00e1 com que isso ocorra.\u201d<\/p>\n<p>No pa\u00eds, quem come\u00e7ou a trilhar o inevit\u00e1vel caminho para a digitaliza\u00e7\u00e3o s\u00e3o as universidades. A expectativa \u00e9 que esses laborat\u00f3rios sirvam de refer\u00eancia e ajudem a promover a renova\u00e7\u00e3o das nossas bibliotecas p\u00fablicas \u2013 antes que elas virem dep\u00f3sitos de livros empoeirados. A experi\u00eancia da Biblioteca de Nova York mostrou que a tecnologia pode levar os livros para as nuvens e trazer os leitores de volta, no mundo real.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Amanda Polato &#8211; Revista \u00c9poca de 18\/03\/2013 Iniciativas s\u00e3o fortes em pa\u00edses como Estados Unidos e Reino Unido. 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