{"id":498,"date":"2013-04-21T01:45:03","date_gmt":"2013-04-21T04:45:03","guid":{"rendered":"https:\/\/novocrb1.ultramidia.com.br\/observatorio-da-imprensa-o-vaivem-dos-livros\/"},"modified":"2013-04-21T01:45:03","modified_gmt":"2013-04-21T04:45:03","slug":"observatorio-da-imprensa-o-vaivem-dos-livros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crb1.org.br\/site\/2013\/04\/observatorio-da-imprensa-o-vaivem-dos-livros\/","title":{"rendered":"Observat\u00f3rio da Imprensa: O vaiv\u00e9m dos livros"},"content":{"rendered":"<p><span>Por Raquel Cozer em 15\/04\/2013 na edi\u00e7\u00e3o 742<\/span><\/p>\n<p><span><span><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh4.googleusercontent.com\/-0mRlqwcgHX8\/UXM8xy1hi7I\/AAAAAAAACC8\/h17Hn0qrOZY\/s510\/Observat%25C3%25B3rio-da-Imprensa.jpg\" width=\"276\" height=\"146\" style=\"float: left; margin: 3px 6px;\" \/><\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span>As pol\u00edticas de livro e leitura do pa\u00eds deixar\u00e3o de ser atribui\u00e7\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o Biblioteca Nacional (FBN) e voltar\u00e3o \u00e0 estrutura do Minist\u00e9rio da Cultura, em Bras\u00edlia.<\/span><\/span><\/p>\n<p>A decis\u00e3o da ministra Marta Suplicy foi consolidada na segunda-feira (8\/4), quando Jos\u00e9 Castilho Marques Neto, presidente da Editora Unesp, aceitou o convite para voltar ao cargo de secret\u00e1rio-executivo do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), com mais responsabilidades do que tinha de 2006 a 2011.<\/p>\n<p>A transfer\u00eancia de todas as pol\u00edticas de livro e leitura do pa\u00eds para a FBN, oficializada em junho de 2012, na gest\u00e3o de Ana de Hollanda como ministra da Cultura, originou as principais cr\u00edticas a Galeno Amorim em seu per\u00edodo como presidente da biblioteca, de 2011 at\u00e9 o m\u00eas passado.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de especialistas, o ac\u00famulo de fun\u00e7\u00f5es sobrecarregou a Biblioteca Nacional num momento cr\u00edtico da institui\u00e7\u00e3o, respons\u00e1vel pela preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria nacional \u2013em maio, a bicenten\u00e1ria biblioteca deve completar um ano sem ar condicionado, uma amea\u00e7a ao maior acervo do pa\u00eds.<\/p>\n<p>No \u00faltimo dia 27, Marta demitiu Galeno Amorim, substituindo-o pelo cientista pol\u00edtico Renato Lessa. N\u00e3o comentou o que faria com as pol\u00edticas de livro e leitura, mas poucos dias depois convidou Castilho para assumi-las.<\/p>\n<p>Com a decis\u00e3o, Marta retoma um posicionamento de Juca Ferreira como ministro da Cultura, at\u00e9 2010. Na ocasi\u00e3o, o MinC buscava centralizar em Bras\u00edlia as pol\u00edticas da \u00e1rea, historicamente divididas entre a capital e o Rio.<\/p>\n<p><strong>I<\/strong><strong>nstituto do\u00a0<\/strong><strong>L<\/strong><strong>ivro<\/strong><\/p>\n<p>Esse poder\u00e1 ser o primeiro passo para a cria\u00e7\u00e3o de um novo Instituto Nacional do Livro (INL), \u00f3rg\u00e3o institu\u00eddo em 1937 tendo Monteiro Lobato como defensor e esvaziado em 1990, no governo Collor, que o transformou em um departamento da FBN.<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o, essas a\u00e7\u00f5es eram divididas entre o MinC, em Bras\u00edlia, e a FBN, no Rio, com mais ou menos atribui\u00e7\u00f5es para cada lado conforme as mudan\u00e7as de governo.<\/p>\n<p>Esses trabalhos incluem forma\u00e7\u00e3o de bibliotec\u00e1rios, moderniza\u00e7\u00e3o de bibliotecas, est\u00edmulo \u00e0 cadeia produtiva do livro, circula\u00e7\u00e3o de autores pelo pa\u00eds e divulga\u00e7\u00e3o da nossa literatura no exterior.<\/p>\n<p>Quando Galeno Amorim assumiu a FBN a convite de Ana de Hollanda, em 2011, ficou claro que assumiria todas essas atribui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cA ida para a FBN nunca foi um projeto definitivo, mas o poss\u00edvel naquele momento. O Instituto Nacional do Livro seria o ideal. Meu pai [o historiador S\u00e9rgio Buarque de Holanda] inclusive trabalhou l\u00e1 nos anos 1940\u201d, disse Ana de Hollanda \u00e0 Folha.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Castilho Marques Neto sempre foi um dos maiores cr\u00edticos da migra\u00e7\u00e3o para o Rio. Quando percebeu que isso ocorreria, pediu demiss\u00e3o, em abril de 2011.<\/p>\n<p>Mesmo especialistas que trabalharam com Galeno e que o defendem, como Luc\u00edlia Garcez, secret\u00e1ria-executiva do PNLL durante 2012, acreditam que a biblioteca n\u00e3o \u00e9 a inst\u00e2ncia mais adequada para essas pol\u00edticas.<\/p>\n<p>\u201cA estrutura n\u00e3o \u00e9 suficiente. \u00c9 necess\u00e1rio um apoio direto do minist\u00e9rio, mais \u00e1gil e bem equipado.\u201d<\/p>\n<p>Uma exce\u00e7\u00e3o \u00e9 Maria Antonieta Cunha, que, em apoio a Galeno Amorim, pediu dias atr\u00e1s demiss\u00e3o da Diretoria de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (DLLLB) \u2013sem saber que Marta j\u00e1 tinha decidido levar a unidade de volta para Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>\u201cA passagem pelo Rio antes da cria\u00e7\u00e3o do instituto n\u00e3o afetou as a\u00e7\u00f5es de est\u00edmulo \u00e0 leitura, ao contr\u00e1rio do que tantos dizem.\u201d<\/p>\n<p><strong>S<\/strong><strong>em casa pr\u00f3pria<\/strong><\/p>\n<p>A mudan\u00e7a, no entanto, prejudicou os trabalhos. A DLLLB nunca teve sua prometida sede no Edif\u00edcio Capanema, no centro do Rio. Ficou espalhada por unidades. O andar prometido para os cerca de 80 funcion\u00e1rios, entre servidores e terceirizados, seria entregue neste m\u00eas.<\/p>\n<p>Com a mudan\u00e7a proposta por Marta, unidades historicamente ligadas \u00e0 FBN, como o Sistema Nacional de Bibliotecas P\u00fablicas e o Proler, tamb\u00e9m ir\u00e3o para Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>Renato Lessa comandar\u00e1, em nome da Biblioteca Nacional, a participa\u00e7\u00e3o do Brasil como pa\u00eds convidado da Feira de Frankfurt, o maior evento editorial do mundo, em outubro. Mas a internacionaliza\u00e7\u00e3o da literatura futuramente deve ficar sob responsabilidade de Jos\u00e9 Castilho.<\/p>\n<p>O novo secret\u00e1rio executivo tem a prioridade de transformar o Plano Nacional do Livro e da Leitura em lei \u2013ele est\u00e1 institu\u00eddo por decreto.<\/p>\n<p>E promete retomar tema pol\u00eamico entre editores: o Fundo Setorial Pr\u00f3-Leitura, que receberia 1% da receita de editores, distribuidores e livreiros para financiar programas de incentivo \u00e0 leitura. Isso equivaleria a R$ 50 milh\u00f5es por ano.<\/p>\n<p>O assunto est\u00e1 em aberto desde 2004, quando a cadeia do livro foi desonerado de impostos que chegavam a 9% de sua arrecada\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>***<\/p>\n<p><span>\u00a0<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Raquel Cozer em 15\/04\/2013 na edi\u00e7\u00e3o 742 As pol\u00edticas de livro e leitura do pa\u00eds deixar\u00e3o de ser atribui\u00e7\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o Biblioteca Nacional (FBN) e voltar\u00e3o \u00e0 estrutura do Minist\u00e9rio da Cultura, em Bras\u00edlia. 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