{"id":5727,"date":"2021-02-11T09:05:24","date_gmt":"2021-02-11T12:05:24","guid":{"rendered":"https:\/\/crb1.org.br\/?p=5727"},"modified":"2021-02-11T09:05:24","modified_gmt":"2021-02-11T12:05:24","slug":"11-2-dia-internacional-das-mulheres-e-meninas-nas-ciencias-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crb1.org.br\/site\/2021\/02\/11-2-dia-internacional-das-mulheres-e-meninas-nas-ciencias-2\/","title":{"rendered":"11\/2 &#8211; Dia Internacional das Mulheres e Meninas nas Ci\u00eancias"},"content":{"rendered":"<p>11\/2 &#8211; Dia Internacional das Mulheres e Meninas nas Ci\u00eancias<br \/>\n<strong>Entrevista Andr\u00e9a Pereira dos Santos \u2013 pesquisadora, cientista e professora do curso de biblioteconomia e do programa de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em comunica\u00e7\u00e3o da universidade federal de goi\u00e1s<\/strong><br \/>\n<strong>Como tem sido fazer ci\u00eancia no Brasil?<\/strong><br \/>\nFazer ci\u00eancia no Brasil, no meu ponto de vista, nunca foi f\u00e1cil. Investe-se pouco em pesquisas e muitas vezes, n\u00f3s pesquisadoras e pesquisadores temos de tirar dinheiro do pr\u00f3prio bolso para bancar tanto os custos propriamente ditos da pesquisa quanto a sua divulga\u00e7\u00e3o j\u00e1 que n\u00e3o basta s\u00f3 escrever. Depois de escrito o trabalho precisa de revis\u00e3o, tradu\u00e7\u00e3o, precisa ser divulgado em congressos, exige viagens etc. O pior de tudo \u00e9 o descr\u00e9dito da sociedade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 universidade e como enxergam professores\/as pesquisadores\/as e estudantes. Um pouco desse descr\u00e9dito pode ser nossa culpa por estarmos t\u00e3o afastados da sociedade ao n\u00e3o realizar atividades de extens\u00e3o de forma mais abrangente. Ao mesmo tempo, como n\u00e3o se tem dinheiro suficiente para as pesquisas e sua divulga\u00e7\u00e3o, essa informa\u00e7\u00e3o acaba n\u00e3o chegando para a sociedade. Grande parte das pessoas n\u00e3o faz ideia do que acontece nos grandes centros universit\u00e1rios e por isso acabam por ter uma vis\u00e3o distorcida dessas institui\u00e7\u00f5es.<br \/>\n<strong>Qual pesquisa te d\u00e1 mais orgulho de ter realizado?<\/strong><br \/>\nTrabalho com pesquisas relacionadas \u00e0s pr\u00e1ticas de leitura e suas interfaces. Nesse caso, fa\u00e7o\u00a0 conex\u00e3o com outras sub-tem\u00e1ticas que s\u00e3o especialmente: o letramento informacional, as bibliotecas escolares, bibliotecas p\u00fablicas e redes sociais. At\u00e9 agora a pesquisa que me deu mais orgulho foi o trabalho que desenvolvi no meu doutorado \u201cJUVENTUDE DA UFG: TRAJET\u00d3RIAS SOCIOESPACIAIS E PR\u00c1TICAS DE LEITURA\u201d. Nessa pesquisa, tive a oportunidade de conhecer diferentes hist\u00f3rias pessoais de alunos da UFG e como suas trajet\u00f3rias de vida influenciaram em suas pr\u00e1ticas de leitura atuais. Nela pude constatar que quando se tem acesso \u00e0 leitura desde cedo h\u00e1 uma probabilidade maior de desenvolver compet\u00eancias leitoras e informacionais mais acuradas durante sua vida universit\u00e1ria. Atualmente, no P\u00f3s-Doutorado estou desenvolvendo uma pesquisa sobre as contribui\u00e7\u00f5es sociais dos estudos sobre pr\u00e1ticas de leitura do te\u00f3rico Roger Chartier, um dos maiores pesquisadores do mundo nessa \u00e1rea. A expectativa \u00e9 que o principal produto dessa pesquisa seja um livro de di\u00e1logos entre mim, minha supervisora e o te\u00f3rico, al\u00e9m de outros textos publicados em cap\u00edtulos de livros e revistas. Essa pesquisa em andamento tem me feito refletir muito acerca das pr\u00e1ticas de leitura em meio digital em especial as perdas e ganhos com esse formato. Tal estudo \u00e9 importante para que possamos refletir em pol\u00edticas p\u00fablicas que contribuam para a forma\u00e7\u00e3o de leitores diante do contexto atual.<br \/>\n<strong>Quem te inspirou como cientista?<\/strong><br \/>\nEu diria que minha m\u00e3e me inspirou a ler e a leitura me inspirou a ser cientista. Apesar de pouco estudo, ela sempre entendeu a import\u00e2ncia da leitura e fazia quest\u00e3o de comprar livros, enciclop\u00e9dias de mascates para que tiv\u00e9ssemos a oportunidade de ler e de usar tais materiais para pesquisa j\u00e1 que as bibliotecas escolares nunca foram realidade, especialmente, nas escolas p\u00fablicas. Desde crian\u00e7a sempre fantasiei essa ideia de ser cientista e cheguei \u00e0 universidade j\u00e1 com o pensamento voltado para a vida acad\u00eamica e me orgulho hoje de ser professora universit\u00e1ria e cientista.<br \/>\n<strong>Qual dica ou recado daria para as meninas e mulheres que desejam seguir a carreira de pesquisadora no Brasil?<\/strong><br \/>\nTenho uma filha de 10 anos e o que tenho dito a ela e que pode ser falado para outras meninas \u00e9 acerca da import\u00e2ncia das pr\u00e1ticas de leitura. Acima de tudo \u00e9 preciso ler de tudo: livros, revistas, gibis, not\u00edcias etc. Ao mesmo tempo, estar atentas \u00e0s m\u00eddias sociais e suas possibilidades tamb\u00e9m. Para meninas que est\u00e3o no ensino m\u00e9dio, as universidades t\u00eam aceitado orientar a inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica nessa fase. Ent\u00e3o seria bom iniciar sua participa\u00e7\u00e3o em atividades ofertadas pela universidade de sua cidade e praticar leituras extras-classe. H\u00e1 diversas fontes de informa\u00e7\u00e3o na internet e por meio das bibliotecas que podem indicar o que ocorre no mundo cient\u00edfico. Para aquelas meninas que j\u00e1 est\u00e3o come\u00e7ando um curso de n\u00edvel superior \u00e9 importante se envolver nos projetos de pesquisa e extens\u00e3o dos professores e professoras que atuam nos seus cursos e at\u00e9 mesmo em outros cursos. Importante tamb\u00e9m \u00e9 acreditar em si mesma e nunca desistir daquilo que se acredita.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>11\/2 &#8211; Dia Internacional das Mulheres e Meninas nas Ci\u00eancias Entrevista Andr\u00e9a Pereira dos Santos \u2013 pesquisadora, cientista e professora do curso de biblioteconomia e do programa de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em comunica\u00e7\u00e3o da universidade federal de goi\u00e1s Como tem sido fazer ci\u00eancia no Brasil? Fazer ci\u00eancia no Brasil, no meu ponto de vista, nunca foi f\u00e1cil. 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