{"id":7339,"date":"2017-12-19T11:35:59","date_gmt":"2017-12-19T13:35:59","guid":{"rendered":"https:\/\/crb1.org.br\/?p=1846"},"modified":"2017-12-19T11:35:59","modified_gmt":"2017-12-19T13:35:59","slug":"as-muralhas-as-flecheiras-e-o-novo-codigo-de-etica-coluna-arenas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crb1.org.br\/site\/2017\/12\/as-muralhas-as-flecheiras-e-o-novo-codigo-de-etica-coluna-arenas\/","title":{"rendered":"As Muralhas, as Flecheiras e o Novo C\u00f3digo de \u00c9tica | Coluna Arenas"},"content":{"rendered":"<p>Foi no Cear\u00e1 que pari a \u00faltima cr\u00f4nica do ano. Praia de Flecheiras, para ser mais exato. Entre uma mergulhada e outra, beberiquei, sem pressa, o romance de Bernardo Carvalho. Leram \u201cReprodu\u00e7\u00e3o\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>? Um homem, referido como \u201co estudante de chin\u00eas\u201d, \u00e9 retirado da fila de <em>check-in<\/em>, prestes a embarcar para a China. Durante o interrogat\u00f3rio, o rapaz, num mon\u00f3logo nervoso, desfia preconceitos contra pretos, gays e ecologistas. Sua justificativa para opinar sobre tudo \u00e9 pat\u00e9tica e disparatada: \u201cSou um cara hiperinformado. E tenho opini\u00e3o pr\u00f3pria.\u201d Em torno do departamento de pol\u00edcia v\u00e3o aparecendo autoritarismo, segrega\u00e7\u00e3o e ignor\u00e2ncia travestida de informa\u00e7\u00e3o. O estudante desempregado, decepcionad\u00edssimo com o Brasil, aposta suas fichas no mandarim: \u201cNa China James Joyce \u00e9 best-seller. \u00c9! \u2018Ulysses\u2019 vendeu oitenta e cinco mil exemplares na China. Quando \u00e9 que isso ia acontecer aqui?\u201d<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>. Encorajado a delatar os poss\u00edveis culpados pelos infort\u00fanios do pa\u00eds, dissemina seu esp\u00edrito reacion\u00e1rio travestido de saber enciclop\u00e9dico (viva a Wikipedia!).<br \/>\nTerminei o livro crente de que muita gente porta no bolso sementes da mesma esp\u00e9cie. Suspeito de que ningu\u00e9m escape. Nem bibliotec\u00e1rio ensimesmado. Brotou, de pronto, um turbilh\u00e3o de figuras e postagens em minha cabe\u00e7a. Pensei nos desafios em estabelecer fronteiras de (i)legitimidade entre os discursos virtuais e digitais. Pensei nos crit\u00e9rios de veracidade e embuste de produtores e m\u00eddias. Pensei na linguagem indigente e insolente das redes. Pensei no tom simpl\u00f3rio e emproado dos internautas ao lidar com entidades complexas. Pensei na virul\u00eancia dos coment\u00e1rios e nos seus desdobramentos nos corpos e almas ultrajados. Pensei na dificuldade de se distinguir, fora da CDD e da CDU, as pessoas das coisas. Pensei em Pilatos: \u201cQuid est veritas?\u201d<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a><br \/>\nObservei que a pressa \u00e9 o elemento de maior desassossego no romance. Pressa do sabich\u00e3o em falar. Pressa em interromper. Pressa em inibir a ant\u00edtese. Evid\u00eancia dupla, explicitada na extens\u00e3o generosa dos par\u00e1grafos que nos obriga a lermos de um f\u00f4lego s\u00f3, e num estudante espumoso, que invisibiliza, sem escr\u00fapulos, seu interlocutor. N\u00e3o h\u00e1 tempo para o outro. Sua paranoia, nascida do turbilh\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es mal digeridas, \u00e9 agravada pelo mutismo for\u00e7ado. O interlocutor, agente de pol\u00edcia, n\u00e3o age, ferido pela verborragia intransigente. Sil\u00eancio homicida.<br \/>\nOuviram falar da palavra \u201cflecheira\u201d? Trata-se da abertura nos muros da fortaleza sobre o port\u00e3o de entrada, servindo de posi\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica aos flecheiros para lan\u00e7ar proj\u00e9teis sobre os sitiantes. Para mal entendedor, meia palavra n\u00e3o basta: o mutismo do outro \u00e9 a garantia de perseveran\u00e7a em seus enganos travestidos de verdade \u00fanica e irrevog\u00e1vel. Desse modo, \u00e9 a carne fantasmag\u00f3rica do semelhante que nutre os seus devaneios, fechando-o no castelinho de pedras sujas de sangue. Se o romance tivesse alguma li\u00e7\u00e3o, seria essa: o mon\u00f3logo nos introduz, definitivamente, na barb\u00e1rie.<br \/>\nPensei na gente, em nossos antigos e in\u00fameros devaneios nas baias e redes. Pensei na solidariedade e na trucul\u00eancia. Admiti que a ferocidade tende a ganhar mais <em>likes<\/em> que a camaradagem. A palavra insana, demente, arrebanha multid\u00f5es. Rede \u00e9 armadilha, estratagema, la\u00e7o, engano, logro, cilada, ardil. Para os amantes do vento, ela \u00e9 exerc\u00edcio cont\u00ednuo de toler\u00e2ncia. Lembrei-me do C\u00f3digo de \u00c9tica.<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a> Suspirei, agradecido. \u00c9 que sua sombra nos desmotiva a comer as entranhas do pr\u00f3ximo. O C\u00f3digo funciona como instrumento catalisador da empatia. Fiquei sabendo que ele sofrer\u00e1 mudan\u00e7as. Palmas para o Conselho Federal. O momento me parece adequado para isso: roupa branca, sete ondas. Ano novo.<br \/>\nTenho as minhas recomenda\u00e7\u00f5es. Sugeriria, j\u00e1 de in\u00edcio, que na Se\u00e7\u00e3o I de nosso C\u00f3digo apare\u00e7a tr\u00eas elementos: primeiro, a quem ele \u00e9 dirigido. Obviedade da minha parte? Suspeito que n\u00e3o. Atualmente ele pretende regular \u201cpessoas f\u00edsicas e jur\u00eddicas que exer\u00e7am as atividades profissionais em Biblioteconomia\u201d (art. 1\u00ba). Bobagem. Uma entidade gestora de acervos bibliogr\u00e1ficos n\u00e3o pode ser regulada pelo C\u00f3digo de \u00c9tica, mas os bibliotec\u00e1rios que ali atuam sim. Ademais, evitemos express\u00f5es gen\u00e9ricas e nebulosas. Por Ranganathan: nada de \u201cprofissionais da Biblioteconomia\u201d (art. 2 \u00ba, 3\u00ba, 12), OK? Somos bibliotec\u00e1rios, e ponto final.<br \/>\nTamb\u00e9m proponho que apare\u00e7a, j\u00e1 nas primeiras linhas, a indispensabilidade do bibliotec\u00e1rio ao pa\u00eds. Quest\u00e3o de fato e de direito, diga-se de passagem. Se assim n\u00e3o o fosse, o exerc\u00edcio profissional n\u00e3o seria objeto de fiscaliza\u00e7\u00e3o por parte do Estado. Uma ramagem abundante nasce deste cepo materializado na seguinte quest\u00e3o: quais s\u00e3o as atividades que s\u00e3o de compet\u00eancia exclusiva do bibliotec\u00e1rio? Embora a Lei n<u><sup>o<\/sup><\/u> \u00a04084\/1962 (art. 6\u00ba) aponte para seis compet\u00eancias cardinais, algumas delas, simplesmente, n\u00e3o fazem raz\u00e3o de ser. Uma delas \u00e9 a doc\u00eancia em Biblioteconomia. Quem me contou? A boa e velha experi\u00eancia. Muitos professores de Biblioteconomia n\u00e3o s\u00e3o bibliotec\u00e1rios e, n\u00e3o creio que isso represente, necessariamente, um preju\u00edzo para os futuros bachar\u00e9is. Poder\u00edamos estabelecer nosso lugar nesta <em>selva selvaggia <\/em>a partir de duas fun\u00e7\u00f5es j\u00e1 listadas na mencionada lei: a administra\u00e7\u00e3o de bibliotecas e equipamentos afins, e as atividades t\u00e9cnicas envolvendo tratamento e dissemina\u00e7\u00e3o de acervos bibliogr\u00e1ficos. A partir de uma s\u00edntese das duas, a senten\u00e7a abaixo pode ser, adequadamente, completada: \u201cO bibliotec\u00e1rio, indispens\u00e1vel para [&#8230;].\u201d<br \/>\nSugiro elencar, finalmente, na mesma senten\u00e7a, os valores que norteiam a nossa atua\u00e7\u00e3o. Aqui, enfrentamos um desafio que faria Arist\u00f3teles<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a> transpirar. Quem se atreveria a arrolar os valores da Biblioteconomia brasileira contempor\u00e2nea? A justi\u00e7a poderia ser, certamente, um deles. Mas, a qual modalidade de justi\u00e7a estar\u00edamos nos reportando? A justi\u00e7a preservadora da ordem ou a deflagradora do progresso por meio da desordem? Madame Swetchine<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a> tem raz\u00e3o: \u201cOs homens invocam a cada passo a justi\u00e7a, quando a justi\u00e7a devia faz\u00ea-los tremer.\u201d Talvez pud\u00e9ssemos reduzir o per\u00edmetro do terreno movedi\u00e7o procurando alguma pista no C\u00f3digo atual. L\u00e1 est\u00e1 registrado, por exemplo, que nossa profiss\u00e3o \u00e9, ao mesmo tempo, liberal e humanista (art. 3\u00ba, a). Confesso: esse casamento sempre me pareceu arranjado e infeliz. Afinal de contas, nos quatro s\u00e9culos de liberalismo, onde \u00e9 que a Biblioteconomia brasileira se situa? Prestaremos rever\u00eancias ao humanismo de Morus ou de Marx? No rito da formatura, os bibliotec\u00e1rios ne\u00f3fitos jurar\u00e3o fidelidade ao esp\u00edrito de Locke ou de Rabelais? Admito: tenho mais d\u00favidas do que fid\u00facias. De todo modo, creio que a resposta est\u00e1 no campo ontol\u00f3gico. Digamos uma s\u00f3 palavra em rela\u00e7\u00e3o ao fim-\u00faltimo do equipamento cultural chamado \u201cbiblioteca\u201d e seremos salvos.<br \/>\nE a saga n\u00e3o termina por aqui. Durante a confec\u00e7\u00e3o do C\u00f3digo, eu investiria numa linguagem mais positiva, propensa a estimular novos comportamentos. Recordam-se dos Engenheiros? \u201cEu vejo as placas cortando o horizonte. Elas parecem facas de dois gumes.\u201d<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a> O discurso interdit\u00f3rio, embora satisfa\u00e7a uma parcela da grei, costuma acender a centelha da rebeli\u00e3o. De todo modo, em caso de extrema necessidade, recorramos a um discurso proibitivo claro e direto, evitando o triste fen\u00f4meno do dispositivo normativo natimorto.<br \/>\nH\u00e1 tanto mais a ser dito. N\u00f3s atendemos usu\u00e1rios ou clientes? \u00c9 o capital que estabelece as fronteiras lingu\u00edsticas entre estes sujeitos que se beneficiam de nossos servi\u00e7os? (art. 7\u00ba, caput). E o campo arenoso do discurso: quem cultiva a urbanidade n\u00e3o \u00e9, obrigatoriamente, respeitoso (art. 7\u00ba, b)? Abaixo a verborragia!<br \/>\nEita! O que temos escondido, l\u00e1 no artigo 8\u00ba? \u201cO Bibliotec\u00e1rio deve interessar-se pelo bem p\u00fablico e, com tal finalidade, contribuir com seus conhecimentos, capacidade e experi\u00eancia para melhor servir a coletividade.\u201d Colegas timoratos: arranque essa belezura da\u00ed e fa\u00e7a-a pular, pelo menos, cinco casas!<br \/>\nVoltei a lembrar do estudante de mandarim. Xucro, coitado. Se fosse um cara bem informado, esqueceria o chin\u00eas e abandonaria, de vez, a flecheira do Face. Opa! Que tal uma se\u00e7\u00e3o inteira do C\u00f3digo dedicada \u00e0 urbanidade? Passou da hora de combatermos os rastros de racismo. Abaixo o uso do verbo \u201cdenegrir\u201d (art. 5\u00ba, h)! Quest\u00e3o de bom senso para uma profiss\u00e3o que tem a dignidade da pessoa humana como um dos seus fundamentos (art. 3\u00ba, a).<br \/>\nNessa mesma onda de respeito, prestar\u00edamos um servi\u00e7o a n\u00f3s mesmos se deix\u00e1ssemos de confundir alhos com bugalhos. \u201cSexo\u201d e \u201cg\u00eanero\u201d n\u00e3o s\u00e3o farinha do mesmo saco (art. 11, a; 12, r). At\u00e9 os herdeiros do mis\u00f3gino Dewey despatologizaram os transg\u00eaneros. Vale acrescentar que j\u00e1 passou da hora de o C\u00f3digo dar nome ao que Oscar Wilde<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a> intitulou de \u201camor que n\u00e3o ousa dizer seu nome. \u201cGesto simples e poderoso seria incluirmos em uma de suas al\u00edneas a categoria \u201corienta\u00e7\u00e3o sexual\u201d. Em tempos de fundamentalismo religioso, tutelar a liberdade religiosa \u00e9 imprescind\u00edvel, mas, como ignorar a vulnerabilidade de colegas l\u00e9sbicas e gays atuando num pa\u00eds recordista em assassinatos da comunidade LGBTI? S\u00f3 corremos um risco nessa hist\u00f3ria: voltarmos \u00e0 fila do <em>check-in<\/em>, cobi\u00e7ando as flecheiras das muralhas sangrentas da China.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Coluna Arenas por Cristian Brayner<\/p>\n<hr \/>\n<h6 style=\"text-align: left;\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/h6>\n<h6 style=\"text-align: left;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> CARVALHO, Bernardo. <em>Reprodu\u00e7<\/em><em>\u00e3o<\/em>. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2013.<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: left;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Ibid., p. 43.<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: left;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> \u201cO que \u00e9 a verdade?\u201d, pergunta feita por Pilatos a Jesus.<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: left;\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> CONSELHO FEDERAL DE BIBLIOTECONOMIA. <em>C\u00f3digo de \u00e9tica profissional do bibliotec\u00e1rio<\/em>: resolu\u00e7\u00e3o n<u><sup>o<\/sup><\/u> 42, de 11 de janeiro de 2002. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/www.cfb.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/Resolucao_042-02.pdf&gt;. Acesso em: 5 dez. 2017.<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: left;\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> ARIST\u00d3TELES. <em>\u00c9tica a Nic\u00f4maco<\/em>. 3. ed. Bauru: EDIPRO, 2009.<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: left;\"><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> MADAME SWETCHINE. <em>The writings of Madame Swetchine<\/em>. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/archive.org\/stream\/TheWritingsOfMadameSwetchine\/TheWritingsOfMadameSwetchine_djvu.txtf&gt;. Acesso em: 5 dez. 2017.<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: left;\"><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> ENGENHEIROS DO HAVAI. Infinita Higway. In:______. <em>10.001 destinos<\/em> [DVD]. S\u00e3o Paulo: Universal Music, 2001.<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: left;\"><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> GOODMAN, J. (Org.). <em>The Oscar Wilde file. <\/em>London: W.H. Allen and Co. Plc, 1989. p. 114.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foi no Cear\u00e1 que pari a \u00faltima cr\u00f4nica do ano. Praia de Flecheiras, para ser mais exato. Entre uma mergulhada e outra, beberiquei, sem pressa, o romance de Bernardo Carvalho. Leram \u201cReprodu\u00e7\u00e3o\u201d[1]? Um homem, referido como \u201co estudante de chin\u00eas\u201d, \u00e9 retirado da fila de check-in, prestes a embarcar para a China. 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