{"id":7349,"date":"2018-01-24T13:21:51","date_gmt":"2018-01-24T15:21:51","guid":{"rendered":"https:\/\/crb1.org.br\/?p=1900"},"modified":"2018-01-24T13:21:51","modified_gmt":"2018-01-24T15:21:51","slug":"aplicativo-adapta-classicos-para-despertar-gosto-pela-leitura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crb1.org.br\/site\/2018\/01\/aplicativo-adapta-classicos-para-despertar-gosto-pela-leitura\/","title":{"rendered":"Aplicativo adapta cl\u00e1ssicos para despertar gosto pela leitura"},"content":{"rendered":"<p>Com oito livros interativos publicados, todos adapta\u00e7\u00f5es de cl\u00e1ssicos da literatura, o aplicativo\u00a0<a href=\"https:\/\/www.storymax.me\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Storymax<\/a>\u00a0usa a tecnologia dos smartphones e tablets para contar hist\u00f3rias. Tudo pensado para desenvolver o gosto pela leitura no p\u00fablico infanto-juvenil. A ideia foi de dois profissionais da \u00e1rea editorial, a jornalista e editora Samira Almeida, e o designer e ilustrador Fernando Tangi, que, juntos, decidiram que era hora de trazer um novo formato para o mercado.<br \/>\nA primeira hist\u00f3ria foi \u201cFrankie for Kids\u201d, de 2013. A adapta\u00e7\u00e3o de \u201cFrankenstein\u201d, de Mary Shelley, fala sobre a dificuldade das pessoas de lidar com as diferen\u00e7as, o que leva ao bullying. \u201cPercebemos que a experi\u00eancia de leitura estava mudando. Quisemos projetar livros interativos que combinassem com isso. Usamos o potencial das diversas formas de leitura, como texto, arte, anima\u00e7\u00e3o, efeitos de som e trilha sonora para transformar tudo isso em uma experi\u00eancia de uso s\u00f3\u201d, diz Samira. O livro ficou em 2o lugar na categoria digital e interativa do Festival comKids Prix Jeunesse Iberoamericano 2013 e levou ainda o Pr\u00eamio Artes Digitais e Aplicativos Educacionais, da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco).<br \/>\nDepois, vieram outros livros interativos, sempre publicados como aplicativos independentes, a maioria em portugu\u00eas, ingl\u00eas e espanhol e um deles tamb\u00e9m em alem\u00e3o, todos dispon\u00edveis para\u00a0<a href=\"https:\/\/play.google.com\/store\/apps\/details?id=air.com.storymax.app\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Android<\/a>\u00a0e\u00a0<a href=\"https:\/\/itunes.apple.com\/br\/app\/storymax\/id1207957032?mt=8\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">iOS<\/a>. \u201cVia L\u00e1ctea\u201d, adaptado de um poema de Olavo Bilac, fala do autor brasileiro expoente do Parnasianismo. O livro ganhou o pr\u00eamio Jabuti de literatura em 2015, ficando em 2o lugar na categoria Infantil Digital.<br \/>\n\u201cNautilus\u201d, baseado na obra \u201cVinte Mil L\u00e9guas Submarinas\u201d, de Jules Verne, tamb\u00e9m levou o Jabuti em 2017, na mesma posi\u00e7\u00e3o e categoria. A hist\u00f3ria \u00e9 um incentivo ao desenvolvimento do pensamento inovador, segundo Samira. \u201cA principal raz\u00e3o de adaptar cl\u00e1ssicos \u00e9 que eles falam de coisas relevantes. O tempo passou e continuam falando. Faz sentido para todo mundo conhecer\u201d, explica.<br \/>\nTr\u00eas hist\u00f3rias fazem parte de uma cole\u00e7\u00e3o sobre os\u00a0<a href=\"https:\/\/nacoesunidas.org\/conheca-os-novos-17-objetivos-de-desenvolvimento-sustentavel-da-onu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">17 ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel) da ONU (Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas)<\/a>, criadas em parceria com a empresa de biotecnologia Novozymes e educadores do Sesi-PR. \u201cFrritt-Flacc\u201d, de Jules Verne, \u00e9 um conto de suspense e terror que discute a mesquinhez e trata da ODS 1, que busca a erradica\u00e7\u00e3o da pobreza. O livro foi selecionado pela C\u00e1tedra Unesco de Leitura PUC-Rio 2016 pela excel\u00eancia em literatura infantil em juvenil. \u201cOstras\u201d, adapta\u00e7\u00e3o de um conto do russo Anton Tch\u00e9khov, fala da fome e discute a ODS 2, erradica\u00e7\u00e3o da fome e agricultura sustent\u00e1vel. \u201cO Rei do Rio de Ouro\u201d, de John Ruskin, trata da ODS 6, \u00e1gua limpa e saneamento.<br \/>\nH\u00e1 ainda \u201cSt. Ives\u201d, tradicional cantiga inglesa que \u00e9 uma charada e trabalha a import\u00e2ncia da leitura do enunciado antes de tentar resolver um problema. J\u00e1 \u201cLiteratour\u201d, criado em parceria com o Goethe-Institut S\u00e3o Paulo, traz quatro hist\u00f3rias inspiradas em cl\u00e1ssicos alem\u00e3es para treinar o idioma e falar da cultura do pa\u00eds.<br \/>\nAl\u00e9m de terem o objetivo principal de desenvolver o gosto pela leitura, as hist\u00f3rias contadas pela Storymax querem levar crian\u00e7as e jovens \u00e0 reflex\u00e3o, a\u00e7\u00e3o e busca da transforma\u00e7\u00e3o social. Para isso, todos os aplicativos trazem conte\u00fado extra sobre os autores e sobre o tema discutido e prop\u00f5em atividades educativas. \u201cA rela\u00e7\u00e3o com a arte serve para olhar para ela e pensar sobre voc\u00ea e como lida com as pessoas e com o mundo. Serve para conhecer o passado, pensar o presente, imaginar o futuro e fazer algo em rela\u00e7\u00e3o a isso\u201d, afirma Samira.<br \/>\nA ideia, segundo a jornalista, \u00e9 que exista uma media\u00e7\u00e3o no uso dos livros. \u201cPor uma cren\u00e7a particular, n\u00e3o quero tirar o espa\u00e7o do mediador, que pode ser um professor, o pai, o av\u00f4. Falamos de temas relevantes, que trazem reflex\u00e3o. Precisa trocar. Gosto de deixar espa\u00e7o para fazerem junto com a crian\u00e7a. Acredito que isso \u00e9 muito importante\u201d, diz Samira.<br \/>\nAs hist\u00f3rias j\u00e1 tiveram cem mil leitores no mundo at\u00e9 hoje, sendo que 40 mil deles estavam em ambientes escolares formais. O restante eram usu\u00e1rios independentes. Um ter\u00e7o deles l\u00ea o livro assim que faz o download, segundo Samira. Os t\u00edtulos j\u00e1 foram baixados em todos os estados brasileiros e num total de 67 pa\u00edses, incluindo locais com extrema pobreza e zonas de conflito. \u201cTemos leitores at\u00e9 no Paquist\u00e3o\u201d, conta Samira.<br \/>\nO aplicativo tem uma parceria com um sistema de ensino \u2013 cujo nome n\u00e3o divulga \u2013 e que introduziu as hist\u00f3rias em escolas dos Estados Unidos. No Brasil, busca parcerias com outras institui\u00e7\u00f5es de ensino al\u00e9m do Sesi-PR, onde os aplicativos s\u00e3o usados em uma oficina optativa para os estudantes. \u201cComecei a receber v\u00eddeos dos alunos. Consegui ver o ciclo do produto. \u00c9 maravilhoso ver que o que voc\u00ea criou e sonhou est\u00e1 acontecendo. \u00c9 demais\u201d, afirma Samira.<br \/>\nSobre o contato com a educa\u00e7\u00e3o formal, a jornalista explica que a dificuldade \u00e9 conseguir emplacar o uso de um dos livros em algum projeto-piloto nas escolas. \u201cO Brasil tem sido muito desafiador. \u00c9 um mercado sazonal. Tem que acertar o per\u00edodo certo para falar com pessoas\u201d, diz. Al\u00e9m disso, segundo Samira, as escolas mant\u00eam o uso de apostilas como algo muito enraizado. \u201cAcontece muito de ouvirmos a quest\u00e3o de n\u00e3o ter tablets na escola. Falamos que os alunos t\u00eam smartphones. Falamos que gostam de usar e querem usar. O pior veneno \u00e9 a apostila. Dizem que o aplicativo \u00e9 legal, mas precisam usar apostila porque os pais cobram. Este \u00e9 um ciclo bizarro da educa\u00e7\u00e3o. Quero acreditar que isso vai mudar.\u201d<br \/>\n<strong>Parcerias<\/strong><br \/>\nDois dos livros s\u00e3o vendidos nas lojas de aplicativos. \u201cFrankie for Kids\u201d sai por 16,90 e \u201cVia L\u00e1ctea\u201d custa R$ 9,90. As outras hist\u00f3rias s\u00e3o gratuitas, assim como o aplicativo Storymax. Uma delas, \u201cSt. Ives\u201d, \u00e9 gratuita mas tem conte\u00fados pagos dentro. A publica\u00e7\u00e3o gratuita \u00e9 poss\u00edvel por meio de parcerias com institui\u00e7\u00f5es privadas e pelo financiamento p\u00fablico, com uso de editais, e funciona como atrativo para que os usu\u00e1rios conhe\u00e7am os livros e se disponham a comprar aqueles que s\u00e3o pagos.<br \/>\nA empresa tamb\u00e9m contou com incentivos de programas de acelera\u00e7\u00e3o de startups dos quais participou, como o Seed (Startups and Entrepreneurship Ecosystem Development), de Minas Gerais, Oxig\u00eanio Aceleradora, Campus S\u00e3o Paulo, do Google, e 100 Open Startups.<br \/>\nNo primeiro semestre de 2018, o aplicativo vai publicar pela primeira vez duas hist\u00f3rias originais sem texto, que iniciam uma banca de livros de imagem, criadas por ilustradores. \u201cVai nascer com duas hist\u00f3rias originais. Depois vamos convidar autores para contar outras hist\u00f3rias\u201d, diz Samira. Os aplicativos ter\u00e3o um sistema em que o usu\u00e1rio poder\u00e1 gravar uma hist\u00f3ria criada por ele a partir das imagens para ouvir quando quiser.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Fonte &#8211; Abrelivros<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com oito livros interativos publicados, todos adapta\u00e7\u00f5es de cl\u00e1ssicos da literatura, o aplicativo\u00a0Storymax\u00a0usa a tecnologia dos smartphones e tablets para contar hist\u00f3rias. Tudo pensado para desenvolver o gosto pela leitura no p\u00fablico infanto-juvenil. 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