{"id":7411,"date":"2018-05-23T11:29:30","date_gmt":"2018-05-23T14:29:30","guid":{"rendered":"https:\/\/crb1.org.br\/?p=2430"},"modified":"2018-05-23T11:29:30","modified_gmt":"2018-05-23T14:29:30","slug":"df-tem-uma-biblioteca-em-cada-presidio-leitura-e-esperanca-de-resgate","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crb1.org.br\/site\/2018\/05\/df-tem-uma-biblioteca-em-cada-presidio-leitura-e-esperanca-de-resgate\/","title":{"rendered":"DF tem uma biblioteca em cada pres\u00eddio: leitura \u00e9 esperan\u00e7a de resgate"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><em>Primeiro projeto de leitura implantado nos pres\u00eddios da capital come\u00e7ou em 2007, com espa\u00e7o improvisado no p\u00e1tio da penitenci\u00e1ria feminina<\/em><\/p>\n<section>\n<div id=\"esquerda_8_12_1\">\n<article>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<figure><figcaption><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large\" src=\"https:\/\/i.correiobraziliense.com.br\/ekFVO0bxM0zXoY-K3_bdnHGH3FE=\/820x0\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2018\/05\/21\/682043\/20180520213505469251a.jpg\" alt=\"\" width=\"820\" height=\"544\" \/><\/figcaption><figcaption>Projeto na Penitenci\u00e1ria Feminina, conhecida como Colmeia, \u00e9 pioneiro<small>(foto: Marcelo Ferreira\/CB\/D.A Press)<\/small><\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A presen\u00e7a de bibliotecas em cadeias p\u00fablicas do pa\u00eds \u00e9 regulamentada pela Lei de Execu\u00e7\u00f5es Penais &#8211; n\u00ba 7.210, de 1984. Dados de 2017, divulgados pelo Levantamento Nacional de Informa\u00e7\u00f5es Penitenci\u00e1rias (Infopen) do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a (MJ), mostram que o DF tem seis bibliotecas: uma para cada unidade penitenci\u00e1ria. A n\u00edvel nacional, no entanto, s\u00f3 existem livros em 33% das cadeias. Os \u00edndices s\u00e3o relativos a 2016.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A bibliotec\u00e1ria aposentada Iza Antunes Ara\u00fajo, 78 anos, foi uma das profissionais respons\u00e1veis pela implanta\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o na Penitenci\u00e1ria Feminina do DF, conhecida como Colmeia. O projeto come\u00e7ou em agosto de 2007. A inaugura\u00e7\u00e3o, um ano depois, ocorreu no p\u00e1tio da unidade. \u201cEsse era o \u00fanico lugar, e constru\u00edmos a estrutura ainda de alvenaria\u201d, recorda. Ela se lembra que as detentas procuravam mais por romances esp\u00edritas. \u201cTivemos hist\u00f3rias de mulheres que voltaram a estudar por causa da leitura e os pr\u00f3prios agentes comentavam que sentiam a diferen\u00e7a, principalmente no comportamento delas\u201d, destaca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m da Colmeia, Iza levou a leitura para as unidades prisionais masculinas. Ela recorda que, \u00e0 \u00e9poca, alguns profissionais se colocaram contra a instala\u00e7\u00e3o das bibliotecas nos pres\u00eddios. \u201cAlguns achavam uma maluquice. Diziam que t\u00ednhamos de trabalhar pelos que estavam aqui, porque os presos cumpriam as decis\u00f5es erradas. Muita gente foi contra, mas n\u00f3s sab\u00edamos da import\u00e2ncia do projeto. Existiam algumas distribui\u00e7\u00f5es de livros, mas n\u00e3o era algo regular\u201d, ressalta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.correiobraziliense.com.br\/M7jpVyi1NQDpMPVjBWZVJTBM4V8=\/820x0\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2018\/05\/21\/682043\/20180520213631230821o.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Iza Antunes Ara\u00fajo foi uma das profissionais respons\u00e1veis pela implanta\u00e7\u00e3o da biblioteca na Colmeia<small>(foto: Arquivo pessoal)<\/small><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leitura que resgata<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ativista de biblioteconomia social e presidente da primeira Comiss\u00e3o Brasileira de Bibliotecas Prisionais, Catia Lindermann recusa dizer que a presen\u00e7a de bibliotecas nos pres\u00eddios se refere a uma a\u00e7\u00e3o assistencial. Segundo ela, essa \u00e9 uma prerrogativa federal, que exige a cria\u00e7\u00e3o de uma biblioteca at\u00e9 para existir sala de aula no pres\u00eddio. \u201cBibliotecas prisionais n\u00e3o s\u00e3o uma f\u00e1brica de fazer milagres, mas propiciam verdadeiros resgates. \u00c9 inconceb\u00edvel um preso conseguir remi\u00e7\u00e3o de pena lendo livro e fazendo resenha sem que ele esteja familiarizado com a leitura. Os n\u00fameros mostram que 75% deles n\u00e3o t\u00eam ensino fundamental completo e 90% jamais pegaram em um livro, mesmo que pequeno\u201d, pontua.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela considera que a arrecada\u00e7\u00e3o de livros no sistema penitenci\u00e1rio \u00e9 uma medida paliativa. Tamb\u00e9m diretora da Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Associa\u00e7\u00f5es de Bibliotec\u00e1rios (Febab), Catia ressalta que \u00e9 necess\u00e1rio arrecadar para distribuir a bibliotecas prisionais para que elas continuem abertas. \u201cBiblioteca no c\u00e1rcere n\u00e3o \u00e9 assistencialismo, \u00e9 lei\u201d, ressalta. Segundo ela, o estado pioneiro na implanta\u00e7\u00e3o de biblioteca prisional \u00e9 Minas Gerais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cada uma das unidades penitenci\u00e1rias do DF conta um N\u00facleo de Ensino (Nuen). Em dezembro de 2017, do total de 1.580 vagas de estudo, 1.211 estavam ocupadas. Os agentes de atividades penitenci\u00e1rias desses locais s\u00e3o respons\u00e1veis por selecionar os presos que estudar\u00e3o no local. A escola respons\u00e1vel pelas matr\u00edculas, aplica\u00e7\u00f5es de provas, avalia\u00e7\u00f5es, desligamentos, certificados e literatura aplicada \u00e9 o Centro Educacional 1 (CED 1).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, o subsecret\u00e1rio do sistema, delegado Osmar Mendon\u00e7a de Souza, alega que a evas\u00e3o \u00e9 resultado da pr\u00f3pria movimenta\u00e7\u00e3o interna nas unidades. \u201cSe um preso \u00e9 beneficiado e progride de regime, precisamos transferi-lo de unidade. Assim, ele vai para o regime semiaberto, o trabalho externo \u00e9 concedido, ele come\u00e7a o servi\u00e7o e abandona os estudos. Isso \u00e9 significativo dentro do sistema prisional\u201d, explica.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Fonte &#8211; Correio Braziliense<\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Primeiro projeto de leitura implantado nos pres\u00eddios da capital come\u00e7ou em 2007, com espa\u00e7o improvisado no p\u00e1tio da penitenci\u00e1ria feminina Projeto na Penitenci\u00e1ria Feminina, conhecida como Colmeia, \u00e9 pioneiro(foto: Marcelo Ferreira\/CB\/D.A Press) &nbsp; A presen\u00e7a de bibliotecas em cadeias p\u00fablicas do pa\u00eds \u00e9 regulamentada pela Lei de Execu\u00e7\u00f5es Penais &#8211; n\u00ba 7.210, de 1984. 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