Após assumir a secretaria do Comitê de Ética da UFG na Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação (PRPI), percebi que o bibliotecário pode sim atuar em outros contextos, além de uma biblioteca convencional.
Lidar com a informação, principalmente no ambiente de uma universidade, pode expandir o exercício do bibliotecário.
O Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos tem como público-alvo os pesquisadores e, assim, analisar a ética, em suas respectivas pesquisas, no que se refere a participação de pessoas na coleta de dados para essas pesquisas, os participantes de pesquisa.
É possível auxiliar pesquisadores na submissão de seus projetos na Plataforma Brasil, bem como dar treinamentos, atender pesquisadores e dar suporte informacional, assim como é realizado no ambiente de uma biblioteca. E, ainda, lidar com plataformas digitais, sistemas de processos e documentação e indicar o uso do espaço biblioteca para aqueles pesquisadores que não a conhece.
Essa constatação reforça as discussões das escolas de Biblioteconomia que debatem acerca desse novo perfil profissional, principalmente na atualidade. Ou seja, ademais às funções técnicas tradicionais previstas, o bibliotecário pode atuar em espaços que envolvam gestão da informação. No entanto, a atuação dos bibliotecários nas universidades fora da biblioteca, possui pouca representatividade. A maioria está lotada nas bibliotecas.
E, no caso específico da Universidade Federal de Goiás, o que acredito não ser diferente das demais universidades, é possível conferir, nas descrições dos cargos de técnico-administrativos em educação da UFG que, ademais a outras atribuições, cabe ao bibliotecário “Assessorar nas atividades de ensino, pesquisa e extensão” (https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/64/o/PROPESSOAS_descricao_de_cargos_nivel_E.pdf).
Assim, sendo a PRPI, atual órgão onde atuo, “um órgão executivo responsável pela formulação e gestão política institucional de pesquisa científica e tecnológica, de inovação (propriedade intelectual e transferência de tecnologia) e de empreendedorismo”(https://prpi.ufg.br/p/quem-somos-pro-reitoria-de-pesquisa-e-inovacao-da-universidade-federal-de-goias), acredito estar contribuindo, a partir da minha formação, assessorando nas atividades oriundas da pesquisa científica.
Acho que ampliar o espaço de atuação do bibliotecário nas universidades é uma oportunidade de ampliar também a instituição biblioteca no espaço acadêmico. Poder dizer quem somos e o que podemos fazer, é uma forma de divulgar a importância da biblioteca.
É possível, em outros departamentos, recomendar aos pesquisadores o uso da biblioteca, as fontes de informação, como acessar os bancos de teses e dissertações, portal de periódicos, etc.
Logo, como sugestão para o Banco de Talentos, sugiro que para o profissional Bibliotecário, é importante ter, além do perfil curricular de formação:
* Assessoria em atividades institucionais de pesquisas científicas, tecnológicas e de inovação em universidades.